Volta Por Cima Home Sweet Home. Quem nunca ouviu essa expressão por aí? Talvez no nosso lindo português a expressão tenha uma sonoridade mais linda ainda. Como é bom poder voltar pra casa depois de um longo dia de trabalho, tomar um bom banho, jantar com a família reunida na sala de jantar, na cozinha ou mesmo na frente da TV da sala de estar. Não importa se a televisão é aquela CCE de quatorze polegadas preto e branco cujo controle remoto é o dedão do pé direito ou uma TV de quarenta e duas polegadas de LCD da Sony com entrada para HDMI, time machine e closed caption. O importante é o senso de família, o carinho dos filhos, o beijo molhado da esposa que o espera ávido pra saber como foi seu dia. Muitas e muitas vezes nos pegamos reclamando de tudo isso. Da mulher que quer saber de tudo, das crianças que fazem aquela barulheira, da imagem do aparelho de TV cuja antena tem uma palha de aço na ponta que não ajuda em nada. No fundo no fundo reclamamos de barriga cheia. Duro mesmo é voltar pra casa e encontrar no chão tudo que você construiu ao longo de anos de labuta, encontrar em meio as lágrimas e as cinzas do horror o nosso cantinho dissipado. O que era concreto virou abstrato. E junto com as cinzas estão histórias de vida que foram destruídas em poucos minutos, perda total. Imagina um pai olhar pros filhos ali desabrigados e não poder oferecer sequer um cobertor para proteger o corpo e aquecer a alma. A sensação de impotência diante dos restos de uma casa em chamas, e agora, fazer o quê? Sem dúvida, fé é o combustível que alimentará o recomeço. Uma porta se fechou, mas uma janela se abriu. Nada a temer se não correr a luta, nada a fazer se não esquecer o medo, já dizia a música. Então meu amigo, levante a cabeça, tenha fé, se arme de coragem e escreva uma nova página na sua vida e que a tinta da sua caneta seja o suor do seu esforço e o papel desse caderno seja a sua dignidade. P.S: Texto dedicado ao amigo Mario que essa semana perdeu a casa num incêndio. Mas ele não está sozinho nessa, todos os amigos verdadeiros se manifestaram e se uniram em prol de ajudá-lo.
Escrito por paulofluffy às 18h52
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Pra manter o blog ativo, vai aqui um texto antigo de quando o Fluminense perdeu o título da libertadores. Na hora H No caminho pra Tóquio o Fluminense foi atropelado por uma fleuma de placa LDU4231 (esses números foram os resultados dos jogos). A equipe que estava sendo dirigida por um carioca chamado Renato Gaúcho - pernóstico por natureza - falava com a alma cheia de empáfia que conhecia muito bem aquela estrada, mas derrapou na perigosa curva da auto-suficiência e entrou na contra-mão da vitória. Só que para dirigir na estrada da vitória, humildade é carteira de habilitação. O Fluminense fez vista grossa e subestimou o adversário quando esse jogou dentro de seu território. O time jogou na altitude sem atitude. 4 x 2 foi pouco, poderia ter voltado pro Brasil com excesso de gols na bagagem. Nunca é demais respeitar o oponente, principalmente quando o adversário joga com a faca entre os dentes. A LDU voou alto com os pés no chão. Antagônico? Sim, contra-senso? Não. Contra-senso é falar: "Vim, vi e venci, se penso logo desisto." O Fluminense que cantou vitória antes mesmo do jogo começar, desafinou na hora H, no dia D, pra LDU.
Escrito por paulofluffy às 15h37
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