O mundo animado Nossa relação Tom e Jerry chegou ao fim. Piu-piu e Frajola sentiriam inveja de nós se aqui estivessem. Esqueleto e He-man nem se atreveriam em estudar na nossa turma, seria mais fácil o Coringa ir morar com o Batman em Gotham City do que nossa turma se unir. Posso afirmar em alto e bom tom que Popeye e Brutus brigaram bem menos que nós. Ao menos a briga deles era por um grande amor, diferente de nossas pelejas que não eram somente incompatibilidade de idéias, mas acima de tudo vaidade, é, esse grande mal da humanidade. Normal, quem aqui nunca sentiu vontade de matar alguém, que atire a primeira bala. Ás vezes tinha a impressão de que estava na TV colosso devido à tamanha cachorrada, quando não, a vontade era de dizer pra algumas colegas: “Cala a boca Magda”. Não sou a favor de briga, nem quero fazer apologia a ela, mas na nossa turma as brigas ao invés de funcionarem como uma espécie de criptonita, funcionavam como o espinafre do Popeye e nos fortaleciam cada vez mais. Um outro detalhe que me chamou à atenção durante esses anos é que algumas pessoas do corpo docente e discente se assemelham muito ao mundo da ficção. Um dia cheguei a pensar que estava na sala de justiça, outro dia pensei estar na bat-caverna, etc. Ao entrar na sala para assistir às aulas de uma determinada professora tinha o feeling de que estávamos na caverna do dragão, nas aulas de um outro professor a impressão era de estar no set de filmagens do filme O Máscara, pois ele era um verdadeiro palhaço no pior sentido da palavra. Até o professor aloprado deu uma palhinha. Free Willy não sossegava, a cada momento uma nova discussão, Jonny Bravo teve uma participação discreta durante três anos e meio, se limitou a repetir o que os professores falavam. Mobidick daria um beijo no tutubarão pra não ver por perto a free willy. Elas não se suportavam. O mister Maggoo (Magu) era o pacifista da turma. Estava sempre apaziguando nas horas mais difíceis. Estava sempre atrasado, é bem verdade, mas afinal de contas, ele andava no carro do rabugento. Por falar em rabugento, o nosso rabugento não tinha carro, mas pentelhou os professores no último período e por conta disso não chegou ao final da corrida maluca. E por último o Forrest Gump. Ah, esse brigou com ninguém, mas nos contou muitas estórias. Conhece um determinado país da Europa na palma da mão. (Esse amigo vivia dizendo que ia morar na Inglaterra).
Escrito por paulofluffy às 14h12
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Bala no tambor
Paulo Medeiros Com os pés fincados no chão E a cabeça respeitosamente no lugar O símbolo do amor no ocidente Parece não mais acreditar Na possibilidade de encontrar um outro Dentro da tortuosa estrada dos relacionamentos a dois O medo de escorregar na curva E despencar na escuridão da decepção Agora me faz pensar Com essa fleuma glacial Onde será que vamos chegar? Entregar-se ou não se entregar? De que adianta o amor Se dele nada consigo arrancar Viveremos eternamente na caverna dos cautelosos Sem arriscar um único tiro Pois, mais vale dez balas no tambor Que um único tiro certeiro no amor?
Escrito por paulofluffy às 00h50
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Oh fase! Vida Louca Paulo Medeiros Não posso viver comigo Não posso fugir de mim No cerne de todo esse conflito Não existe início, meio e fim Pior que não poder fugir É não ter pra onde ir Ficar inerte olhando o horizonte É debuxar o sucumbir
Escrito por paulofluffy às 01h43
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